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A origem: O ciclo hidrológico

O ciclo hidrológico, mecanismo de renovação das águas na Terra, é movido pelas energias solar e a gravitacional. Neste quadro (Figura 3), a energia solar transforma a água no vapor que sobe à atmosfera e forma as nuvens. O encontro das nuvens com correntes frias de ar ou em baixas pressões atmosféricas ocasiona a condensação do vapor d’água em gotas que, sob a ação gravitacional, volta à Terra na forma de chuva, granizo e neve. Além disso, também sob o efeito da gravidade, uma parcela destas precipitações flui pela superfície do terreno e outra infiltra no seu subsolo.  Esta água subterrânea, através de um fluxo muito lento, também alimenta os rios, lagos e mares ou emerge à superfície, formando fontes ou nascentes.

A água das coleções hídricas superficiais evapora-se novamente e assim o ciclo é reiniciado. O Programa Hidrológico Internacional estima que ciclo hidrológico envolva um volume de água da ordem de 577.200 km3/ano (UNESCO, 1998).


Ciclo Hidrológico
 
Além da água subterrânea de origem meteórica descrita acima, faz-se mister destacar outras duas origens, cujas ocorrências são circunstanciais e com volumes pouco preponderantes às profundidades usuais. Uma é a água conata ou congênita, água fóssil de origem marinha com alta salinidade, retida nos poros quando da formação dos sedimentos, cujas camadas foram alçadas à superfície em decorrência de processos tectônicos de grande magnitude. A outra é a água juvenil ou água magmática, liberada pelos processos finais de resfriamento do magma, podendo ser incorporada pela primeira vez ao ciclo hidrológico ao jorrar por vulcões ou geisers.